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There are those who argue that there should be an age limit for two people to marry, meaning the union would only be allowed if the age difference didn’t exceed a certain range, say, ten years more or less. At first glance, it seems like a rule that makes sense, since many people frown upon couples with a large age gap. The argument is almost always the same: the difference creates imbalance, especially in terms of maturity and life experience.
When we think of extreme cases, like an 18-year-old marrying someone who is 50, the feeling of strangeness is immediate. It’s hard to imagine there could be any equality in that situation, because the stages of life are completely different. One person is just discovering adulthood, while the other has already accumulated decades of experience. That’s the point where the idea of an age limit seems to work, as if it were a way of protecting against possible abuse or manipulation.
But real life isn’t made of such simple formulas. A rule like that wouldn’t take into account the countless nuances that exist in relationships. Imagine someone who’s 30 and someone who’s 42 wanting to marry. A 12-year difference. According to the hypothetical rule, it would be forbidden. But is there really a problem with that situation? Probably not. Those two people could share much more affinity than a couple aged 25 and 26, who would technically be “allowed.” Love, connection, respect, and maturity don’t follow mathematical calculations.
Of course, there are relationships where the age gap does hide inequality of power. And these cases are not rare. Older men, for example, often become involved with much younger women in contexts where money, social status, or even cultural pressure weigh more than feelings. But would limiting by age solve this? Not necessarily. The problem isn’t just in the number of years between two people, but in the way they relate to each other.
Imposing a legal limit, besides being arbitrary, would create more confusion than protection. After all, why ten years and not fifteen? And who decides that number? A happy couple with a 20-year gap would be prevented from marrying, while two young people who barely know what they want in life would be free to marry, even without any real maturity. In the end, this attempt to “organize” love would only create injustice and bureaucracy.
What would actually make sense is shifting the focus. Instead of putting numbers over feelings, the discussion should be centered on awareness, responsibility, and consent. A relationship is only healthy when there’s balance, respect, and freedom of choice. Age can be a factor to consider, but it’s not the only one, and it’s not always the decisive one.
There’s also the cultural aspect. In some parts of the world, couples with large age gaps are seen as natural. In others, they’re heavily criticized. That perception isn’t fixed; it changes over time, across regions, and depending on customs. What seems strange today may be accepted decades from now, or may already have been considered normal in another historical moment.
Existe quem defenda que deveria haver um limite de idade para que duas pessoas possam se casar, que só seria permitido oficializar a união se a diferença não ultrapassasse uma certa faixa, digamos, dez anos para mais ou para menos. Parece uma regra que faria sentido em um primeiro momento, já que muita gente torce o nariz quando vê casais com idades muito distantes. O argumento é quase sempre o mesmo: a diferença gera desequilíbrio, principalmente em termos de maturidade e experiência de vida.
Quando se pensa em casos extremos, como uma pessoa de 18 anos se casando com alguém de 50, a sensação de estranheza é imediata. É difícil imaginar que exista ali um terreno de igualdade, porque as fases da vida são completamente diferentes. Uma ainda descobrindo o mundo adulto, a outra já acumulando décadas de trajetória. É nesse ponto que o discurso do limite etário parece funcionar, como se fosse uma proteção contra possíveis abusos ou manipulações.
Só que a vida real não é feita de fórmulas tão simples. Uma regra assim não levaria em conta a infinidade de nuances que existem nos relacionamentos. Imagina alguém de 30 anos e outro de 42 querendo se casar. Doze anos de diferença. Pela regra hipotética, seria proibido. Mas será que existe mesmo algum problema nessa situação? Provavelmente não. Essas duas pessoas podem ter afinidades muito maiores do que um casal de 25 e 26, que tecnicamente estaria dentro do “permitido”. Amor, afinidade, respeito e maturidade não seguem cálculos matemáticos.
É claro que existem relações em que a diferença de idade esconde, sim, desigualdade de poder. E esses casos não são exceção. Homens mais velhos, por exemplo, muitas vezes se relacionam com mulheres bem mais novas em contextos em que o dinheiro, a posição social ou até a pressão cultural acabam pesando mais do que o sentimento. Mas será que limitar pela idade resolveria? Não necessariamente. O problema não está só no número de anos que separam duas pessoas, mas na forma como elas se relacionam.
Impor um limite legal, além de ser arbitrário, geraria mais confusão do que proteção. Afinal, por que dez anos e não quinze? E quem decide essa conta? Um casal feliz de 20 anos de diferença seria impedido de casar, enquanto dois jovens que mal sabem o que querem da vida estariam liberados, mesmo sem maturidade nenhuma. No fim, essa tentativa de “organizar” o amor só criaria injustiças e burocracia.
O que faria realmente sentido seria mudar o foco. Ao invés de colocar números em cima de sentimentos, a discussão deveria estar centrada em consciência, responsabilidade e consentimento. Um relacionamento só é saudável quando existe equilíbrio, respeito e liberdade de escolha. A idade pode até ser um fator a ser considerado, mas não é o único e nem sempre é o determinante.
Há ainda a questão cultural. Em alguns lugares do mundo, casais com grandes diferenças de idade são vistos com naturalidade. Em outros, são alvo de críticas pesadas. Essa percepção não é fixa, varia conforme o tempo, a região, os costumes. O que hoje parece estranho pode ser aceito daqui a algumas décadas, ou já foi considerado normal em outro momento histórico.
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The only time when age matters is in calculating maturity of the partners. You do not engage an underage in the sham called marriage.
On the other hand, love is in the eyes of the beholder. When one falls in love that leads to marriage, age does not count.
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I screamed a loud "weldone!"😂
When these are there in a relationship, the age gap becomes almost unnecessary to look at
Your statement here says a lot a out my opinion in this matter
.again , aside the criticisms from people when immaturity plays out in marriage , it's a concern that young people , very young ones get involved in marriages ...age is not the only thing to be considered but immature minds should stay away from marriage , I think